Aproveitando o título do texto anterior, vou continuar seguindo a boa e velha sabedoria popular. Utilizável em quase tudo, inclusive para se falar em economia.
Quando um banco quer emprestar dinheiro, a primeira coisa que ele tem de fazer é reunir recursos dos clientes (captação de aplicações) ou do mercado (de outros bancos ou investidores). A taxa que ele paga (em geral próxima a taxa CDI, que em outra ocasião eu explico o que é) chama-se custo de captação e é determinada no Mercado Financeiro.
A diferença entre a taxa de juros cobrada dos devedores e o custo de captação, conhecida como spread, é determinada por diversos fatores, medidos dentro de cada Banco. Os custos (funcionários, material, cobrança, etc.), o risco de inadimplência e o lucro do Banco são os principais.
Quando lançaram o crédito consignado, o Governo Federal o anunciou como uma grande medida para melhorar a situação dos tomadores de empréstimos. De fato, para quem pagava mais de 5% ao mês a taxa passar para 2% é uma grande vitória.
E todos acham que ganharam. Doce, porém mentirosa, ilusão. Ao contrário do que se poderia esperar, os spreads caíram muito pouco. A diminuição do risco e dos custos para o Banco compensaram em grande parte a diminuição das taxas cobradas. Além disso, a redução da SELIC desde setembro de 2005 reduziu o custo de captação (ela é um dos parâmetros que definem a Taxa CDI) dos bancos. Ou seja, dizem que os consumidores ganharam. Mas foram os lucros bancários que aumentaram ainda mais.
Mesmo assim, vale o ditado: melhor ter um passarinho na mão, dos que dois voando.
Quando um banco quer emprestar dinheiro, a primeira coisa que ele tem de fazer é reunir recursos dos clientes (captação de aplicações) ou do mercado (de outros bancos ou investidores). A taxa que ele paga (em geral próxima a taxa CDI, que em outra ocasião eu explico o que é) chama-se custo de captação e é determinada no Mercado Financeiro.
A diferença entre a taxa de juros cobrada dos devedores e o custo de captação, conhecida como spread, é determinada por diversos fatores, medidos dentro de cada Banco. Os custos (funcionários, material, cobrança, etc.), o risco de inadimplência e o lucro do Banco são os principais.
Quando lançaram o crédito consignado, o Governo Federal o anunciou como uma grande medida para melhorar a situação dos tomadores de empréstimos. De fato, para quem pagava mais de 5% ao mês a taxa passar para 2% é uma grande vitória.
E todos acham que ganharam. Doce, porém mentirosa, ilusão. Ao contrário do que se poderia esperar, os spreads caíram muito pouco. A diminuição do risco e dos custos para o Banco compensaram em grande parte a diminuição das taxas cobradas. Além disso, a redução da SELIC desde setembro de 2005 reduziu o custo de captação (ela é um dos parâmetros que definem a Taxa CDI) dos bancos. Ou seja, dizem que os consumidores ganharam. Mas foram os lucros bancários que aumentaram ainda mais.
Mesmo assim, vale o ditado: melhor ter um passarinho na mão, dos que dois voando.
Nenhum comentário:
Postar um comentário