Para quem achava que essa história havia chegado ao fim, ou que não haveria nenhum novo fato, pode ter se enganado. Afinal o companheiro Evo Morales, vem ao Brasil nesse dia 12, cobrar de Lula um "preço- político" para o gás importado pelo país. Esse novo discurso do boliviano surgiu numa conjuntura onde internamente ele está sendo bombardeado pelos bolivianos. Principalmente por ter conseguido nacionalizar o gás, gerando recursos para o Estado, e sem nenhum ganho para a população ate o momento, a não ser uma preocupação entorno ao desabastecimento de gás na Bolívia. Que necessita de grandes investimentos para conseguir suprir os mercados argentino, brasileiro e o próprio boliviano. Esse é o motivo que levou a Morales a exigir um preço maior para o gás pago pelo Brasil, para que, desse modo, o governo boliviano consiga recursos suficientes para suprir a demanda por investimentos que o país necessita.
Apesar de todas as criticas sofridas por Lula em relação a uma complacência perante a nacionalização do gás na Bolívia, que significou em prejuízos para a estatal Petrobrás. O governo conseguiu administrar essa situação complicada com maestria, que pode ser observada no novo contrato assinado pela petrolífera brasileira, que foi, nitidamente, o melhor contrato assinado em relação às empresas de outros países. Essa habilidade do governo, em contornar a crise, foi também vista em relação ao preço do gás. Pois nesse caso o governo brasileiro nunca cedeu às pressões de discutir esse problema através dos chefes de Estado, ou seja, ter uma discussão política sobre o tema, ele agiu exatamente ao contrário, pois ele foi bastante firme para que essa discussão fosse embasada em fundamentos técnicos.
Assim essa tentativa de Morales, em mudar o final desse livro, pode acabar sendo, na verdade, o ultimo grito de um derrotado, pois o Lula conseguiu administrar essa crise sem causar muitos custos ao povo brasileiro. E ao mesmo tempo mostrou não estar alinhando com essa nova onda esquerdista ultrapassada, que assombra a America Latina do século XXI. Essa distinção mais nítida entre as duas Américas Latinas podem gerar um romance com um final feliz para o Brasil e trágico para os nossos hermanos que foram possuídos por esse espírito.