A China mais uma vez surpreendeu o mundo com o seu resultado do PIB (Produto Interno Bruto) para o primeiro trimestre de 2007, ficando em 11,1 %. E esse resultado também superou as expectativas do governo, pois ele esperava que as suas medidas adotadas para diminuir a altitude com que o dragão vem voando já tivessem surtido efeitos na economia.
.
Exemplos dessas medidas são: aumento da taxa de juros e, principalmente, da taxa de compulsório, que controla o quanto de moeda os bancos podem criar. Entretanto, além de mostrar a ineficácia das ações do governo, os dados sobre o PIB chinês vieram acompanhados da inflação para o mesmo período, de 3,3%, acima da meta de inflação que é de 3%.
Para nós brasileiros esse resultado parece bastante positivo, pois como estamos acostumados com expansões do PIB próximos a 3 % combinados a inflações na casa de 4% e somente num período muito recente, não há motivos para que, por exemplo, a bolsa de Xangai caia 4%, como ocorreu. Contudo a China vem crescendo nesses últimos anos na casa dos dois dígitos, sem em nenhum momento ter uma inflação mais alta.
.
Assim esses dados são uma sinalização de mudança no cenário. Essa pode ser positiva para nós, porque os chineses terão que diminuir o seu nível de investimento impulsionado pela alta margem de lucro do país, e um meio para que isso ocorra é a valorização do Yuan, a moeda chinesa, que levará os produtos chineses ficarem mais caros no Brasil. Com isso, as nossas indústrias que vem sofrendo com a concorrência dos chineses, serão aliviadas e poderão, assim, se adaptarem melhor aos novos desafios globais. Portanto resta-nos saber qual será a ação do governo chinês a frente desse novo desafio.