Firme e obstinado em minha luta para resgatar os bons e velhos ditados populares, não pude deixar este de lado quando resolvi falar sobre a falta de concorrência no setor bancário. Este é um dos grandes motivos para as exorbitantes taxas de juros que nós, tomadores de empréstimos, pagamos.
É por isso que o Governo vem se esforçando para aumentar a competição no setor. Os bancos federais já estão cumprindo sua parte, oferecendo taxas um pouco mais baixas do que as dos outros para seus clientes. O Planalto e o Banco Central também, aprovando as contas-salário, portabilidade de empréstimos (o indivíduo pode trocar de credor se encontrar melhores condições) e a possibilidade de transferências serem feitas diretamente do banco para o qual você quer mandar os seus recursos (antes era necessário ir no banco onde estavam os recursos).
Mas (sempre aparece um, já perceberam?), apesar de estar empenhado em equilibrar o jogo entre bancos e credores, as armas do Governo (antes que os mais exaltados se animem, é no sentido figurado) são pequenas. O próprio vice-presidente do Bradesco me disse, em um encontro da Apimec, que não está esquentando nem um pouco com isso. As diferenças das taxas de juros entre os grandes bancos são mínimas e a capilaridade de agências manterá a vantagem nas mãos dos grandes.
Ora, ora, no resumo da ópera (como diziam antigamente), antes que se animem, devo alertar (eis a parte mais aguardada por este autor): Devagar com o andor, que o santo é de barro!
É por isso que o Governo vem se esforçando para aumentar a competição no setor. Os bancos federais já estão cumprindo sua parte, oferecendo taxas um pouco mais baixas do que as dos outros para seus clientes. O Planalto e o Banco Central também, aprovando as contas-salário, portabilidade de empréstimos (o indivíduo pode trocar de credor se encontrar melhores condições) e a possibilidade de transferências serem feitas diretamente do banco para o qual você quer mandar os seus recursos (antes era necessário ir no banco onde estavam os recursos).
Mas (sempre aparece um, já perceberam?), apesar de estar empenhado em equilibrar o jogo entre bancos e credores, as armas do Governo (antes que os mais exaltados se animem, é no sentido figurado) são pequenas. O próprio vice-presidente do Bradesco me disse, em um encontro da Apimec, que não está esquentando nem um pouco com isso. As diferenças das taxas de juros entre os grandes bancos são mínimas e a capilaridade de agências manterá a vantagem nas mãos dos grandes.
Ora, ora, no resumo da ópera (como diziam antigamente), antes que se animem, devo alertar (eis a parte mais aguardada por este autor): Devagar com o andor, que o santo é de barro!
Um comentário:
Quando eu li esse post seu, me senti obrigado a comentá-lo, ficou muito bom, mostrando que essa sua missão mesopotânica para ressucitar os ditados populares está sendo produtivo.
Para dar uma luz nesse tema, hoje em uma entrevista do presidente mundial do banco BNP Paribas, Michel Pébereau. Ele expõe que os bancos europeus que ainda não ingressaram no mercado brasileiro, possuem uma grande vontade de faze-lo, entretanto como o Brasil não ratificou acordo do GATT de Marrakesh sobre os serviços, que cria um cénario de segurança júridica para os bancos internacionais no país. Portanto um caminho para uma diminuição do spread bancario do Brasil pode ser o aumento da oferta dessas instituições no país através da entrada de novas empresas ao país. Algo q se pode destacar desse problema tambem, é a taxa de compulsório, como disse o vice-presidente do Bradesco, q está em algo proximo de 80%, tornando ardua a criação de moeda pelos bancos.
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