02/04/2011

Racismo e Liberalismo Econômico

Amigos, nesta semana, iniciou-se um intenso debate, ou melhor, confronto mesmo, envolvendo racismo e homossexualidade. A entrevista do deputado Jair Bolssonaro, feita por Preta Gil, rendeu uma pergunta mal-intencionada, uma resposta estúpida, interpretações exageradas e acendeu o estopim de uma bomba que divide o país em classes, fomentando a luta entre elas (Karl Marx deve estar rindo em seu túmulo). O "neo-comunismo", não opõem operários e capitalistas e pobres e ricos; O "neo-comunismo" confronta negros x brancos, heterossexuais x gays e ambientalistas x defensores da economia de mercado. Aqueles que pensam que o socialismo/comunismo morreu com a queda do Muro de Berlim, se engana: ele está mais vivo, mais forte e mais presente do que nunca! As cotas raciais, estatutos anti-discriminatórios prolixos, leis e financiamento público e privado a grupos "Sociais" (por exemplo, os repasses do Ministério da Cultura para Movimentos Gays, doações da Fundação Ford ao MST) são exemplos da ascensão da esquerda em todo o mundo, principalmente na Europa e nos EUA.



Diante deste cenário triste, catastófrico e lamentável, deixo o link de uma espetacular entrevista do economista americano Walter Willians, negro, crítico ferrenho de políticas "afirmativas" e defensor do liberalismo econômico e social. Sua entrevista é uma espetacular aula de Economia Liberal e liberdade individuais. O vídeo, de 20 minutos, foi melhor do que qualquer aula que tive na faculdade em quatro anos. Para o srº Walter Willians, o preconceito é fruto ausência de liberdade econômica entre as camadas sociais pobres, e, na medida que o desenvolvimento econômico avança e a economia de mercado se consolida, o preconceito é reduzido. Suas afirmações são baseadas em uma comparação entre os EUA escravista e os EUA atual, onde alguns negros, descendentes de escravos, são mais ricos que príncipes e autoridades africanas. Segue o link, para estudo e reflexão:

01/04/2011

A roda do tempo

Prezados amigos, desculpem-me pela longa ausência! Resolvi voltar abordando um assunto relacionado a preconceitos e erros do passado, como o antiamericanismo citado pelo Saulo, que tem tudo a ver com os tempos atuais!

Não são poucos os que comparam o Governo Lula ao Governo Geisel: Exatos trinta anos atrás, o Brasil vivia os tempos áureos de seu milagre econômico, com industrialização, urbanização e enriquecimento da classe média. Apesar do obscurantismo do AI-5, o país exaltava a si mesmo, festejava o tricampeonato, bendizia a expansão e endividamento do Estado empresário-interventor, observava tempos de fartura no Bovespa e assistia ao preço do petróleo se preparando para voar à estratosfera.

A visão "independente" dos EUA na política externa também era semelhante, apesar dos militares terem sido mais pragmáticos. Os erros norte-americanos em sua política regional, causa justa do ódio nacionalista mas alimentada irracionalmente pela esquerda, infelizmente ganhou força recentemente.

O "Brasil a la Roussef" se mostra mais sério e menos arterial na política externa, assume os benefícios da privatização em alguns setores como rodovias e aeroportos, governa de uma forma um pouco mais gerencial. Mas o grande e antigo problema do Estado brasileiro assume contornos graves e volta à tona justamente no auge de seu prestígio recente: O descontrole fiscal que, provocando inflação, ameaça descarrilar o crescimento e estabilidade de preços, enquanto o Governo finge que não está vendo.

Isso tudo me lembra uma "roda do tempo": erros do passado se repetindo pela incapacidade de se relembrar do óbvio. O óbvio que, assim como acabou com a festa na década de 1970, pode acabar com a que vivemos na década atual: A tolerância aos riscos de uma inflação pequena, mas crescente, que pode se tornar um monstro. Ou melhor, um dragão!