06/02/2011

Wikileaks: Diplomacia brasileira mais atrapalhou do que ajudou, segundo os EUA

De acordo com reportagem no jornal O GLOBO, diplomatas americanos, em telegramas, classificaram como ingênuas e desorganizadas as ações diplomáticas do Brasil no Oriente Médio, e um diplomata egípcio classifica a intenção do Brasil de obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU como "obsessiva". O vazamento de informações descrito na reportagem termina com a procura do Rabino Henry Sobel á diplomatas americanos, declarando que o ex-presidente Lula e seu partido são anti-semitas... Bom, vamos por partes:
1) Realmente, a diplomacia brasileira no Oriente Médio foi um desastre. Se analisarmos pela ótica de ações e resultados, chegamos a esta conclusão. O Irã continua como uma peça delicada e o Brasil não adquiriu posições vantajosas, como uma sinalização do famigerado lugar no Conselho de Segurança da ONU e tampouco barganhas econômicas. O que vemos são posições totalmente ideológicas e carentes de planejamento. Reinaldo Azevedo, em seu blog na veja, fez uma lista extensa dos desastres da Política Externa Brasileira. São muitos.
2) O Conselho de Segurança da ONU, apesar de sua importância, mesmo após a invasão do Iraque, vai atender a quê em termos de negociações? Podemos barganhar em rodadas internacionais, mas, se o Brasil for aceito no orgão, por quê não aceitar Alemanha, Japão, Índia, África do Sul e outras diversas nações? A aceitação do Brasil poderia abrir precedentes para outros "chorarem" e barganharem também...
3) Está na hora de judeus deixarem de ser eternas vítimas. Ter uma posição diplomática contrária a Israel é anti-semitismo? Quero aqui ressaltar uma passagem polêmicas do Talmud, livro sagrado dos judeus: "A diferença de um judeu para um gentio, é muito maior que a diferença deste para um animal". Duvida? Pesquise que você encontrará...
Saudações!

Um comentário:

Rafael Cury disse...

Pois é Saulo, realmente a política externa foi um dos pontos fracos do Governo Lula: sobrou anti-americanismo e terceiro-mundismo e faltou realidade. Mas eu também estou decepcionado com o rabino Sobel: Se o Lula fosse anti-semita, não fecharia acordo de livre-comércio com Israel e respaldava o ódio anti-Israel do Ahmadinejad. Eles tem mesmo que parar de se fazer de vítimas e aceitar que os outros tem direitos de criticá-los! Se Israel continuar assim, acabará se isolando sim, mas por vontade e ação própria! Volta Livni!