Meu Deus, em que mundo os esquerdistas latinoamericanos vivem? Ou melhor, em que século?
Os EUA eram aliados íntimos dos Governos Ben Ali (Tunísia) e Mubarak (Egito), e operavam tranquilamente na companhia de Kaddafi, conhecido como "Monkey King" na Líbia. A Casa Branca foi pega de surpresa com os episódios, que aliás a CIA falhou em prever, e deixou latente a sua insegurança e receio em tomar posições.
Não é para menos: A Tunísia nem era tão importante, mas o Egito é peça central da geopolítica árabe e dos interesses americanos. O Obama deve ter passado noites sem dormir só de pensar que poderia ser acusado pelos republicanos de ser o presidente que perdeu o Egito (Carter foi o acusado de ter perdido o Irã).
A baderna líbia é diferente: O país tem vínculos "carnais" com a Itália e é um grande fornecedor para a UE. Nos últimos cinco anos empresas ocidentais investiram bilhões de dólares no país, enquanto seus governos convidavam o "monkey king" para encontros do G-8 e similares. Mesmo sem morrer de amores, os americanos conviviam muito bem com ele, principalmente na luta contra a Al-Qaeda.
Nesse caso, foi mais fácil tomar uma decisão por 3 motivos: A experiência adquirida das rebeliões anteriores, o risco menor para os americanos (eles tem menos em jogo na Líbia) e a reação psicopata do monkey king (que levou ainda mais gente às ruas, deserção em massa nas forças armadas e no corpo diplomático).
O "Itamaraty a la Roussef" começou muito bem. Graças a Deus ignorou a esquerda cínica e mofada que ainda tem voz na América Latina, o único lugar que os ouve! Os EUA não precisavam derrubar os governos árabes para ganhar dinheiro e petróleo, todos eram aliados deles (exceto Síria). Além do mais, porque duvidar da capacidade popular de se rebelar em nome de Liberdade e Justiça?
Fidel, Cháves e Zé Dirceu são todos ex-guerrilheiros de esquerda, antigos defensores da igualdade social e soberania nacional, que chegaram ao poder pela democracia (exceto o primeiro). Se eles podem lutar em nome da sua consciência, porque nós árabes não podemos? Se eles não agiam em nome dos soviéticos quando buscavam o socialismo, porque os árabes comuns (exclusos da fartura petrolífera) teriam que seguir os americanos para alcançar uma democracia pluralista?
Acorda pessoal: O século 21 começou e a Guerra Fria acabou, a muitos e muitos anos atrás!
Um comentário:
Cury,
Infelizmente, vivemos em um país que adotou a cultura do coitado. O rico é sempre culpado de tudo, o pobre sempre é a vítima. O trabalho é visto como uma forma de exploração do pobre pelo rico; Graças a este tipo de "pensamento", a esquerda sindicalista, pró-Fidel, anti-EUA e corrupta consegue doutrinar, cada vez mais, as crianças na escola, e, com isso, surgem adultos com o mesmo tipo de pensamento desta senhora. Lamentável... Maldito seja Karl Marx!
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